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PERIGO: AS FORÇAS ATRÁS DA PERDA DA FLORESTA

por Rhett Butler, Janeiro 2008

Desmatamento no Peru (Foto de R. Butler)

UM MUNDO EM PERIGO: FORÇAS ATRÁS DA PERDA DAS FLORESTAS

Como as primeiras sete seções deste site tem descrito, florestas tropicais são incrivelmente ricas ecossistemas que desempenham um papel fundamental no funcionamento básico do planeta. Florestas tropicais são provavelmente o lar de 50 por cento das espécies do mundo, tornando-as uma extensa biblioteca de recursos biológicos e genéticos. Além disso, florestas tropicais ajudam a manter o clima, são regulamentadores de gases atmosféricos e estabilizadores de chuva, protegem contra a desertificação, e fornecem inúmeras outras funções ecológicas.

No entanto, estes preciosos sistemas estão entre os mais ameaçados do planeta. Embora a área precisa é debatida, cada dia, pelo menos 80000 hectares (32300 ha) de floresta desaparecem da Terra. Pelo menos um outro 80000 hectares (32300 ha) de floresta são degradados. Juntamente com eles, o planeta perde tantos como várias centenas de espécies à extinção, a grande maioria dos quais nunca foram documentados pela ciência. Com a queda destas florestas, mais carbono é adicionado à atmosfera, condições climáticas são mais alteradas, e mais solo é perdido devido à erosões.

Apesar do aumento de consciência sobre a importância destas florestas, as taxas de desflorestamento não tem abaixado. Análise de dados da Organização de Alimentação e Agricultura das Nações Unidas (FAO) mostra que as taxas de desmatamento tropical aumentaram 8,5 por cento a partir de 2000-2005, quando comparado com os anos de 1990, enquanto a perda de florestas primárias possam ter ampliado em 25 por cento no mesmo período. A taxa de perda da floresta primária da Nigéria e Vietnã duplicaram desde a década de 1990, enquanto a taxa do Peru triplicou.

Índice de mudança
Índice de Desmatamento Total
período de 2000-2005 x periodo de 1990-2000
País Índice de Mudança
(%)
Malásia 85.7
Cambodia 74.3
Burundi 47.6
Togo 41.6
Nigéria 31.1
Sri Lanka 25.4
Benin 24.1
Brasil 21.2
Uganda 21.0
Indonésia 18.6
Total
(62 países tropicais)
8.5
Globalmente, a FAO estima que 10,4 milhões de hectares da floresta tropical foram definitivamente destruídos por ano no período de 2000 a 2005, um aumento desde o período 1990-2000, quando cerca de 10,16 milhões de hectares de floresta foram perdidos. Entre as florestas primárias, o desmatamento anual aumentou para 6,26 milhões de hectares de 5,41 milhões de hectares no mesmo período. Em uma escala mais ampla, os dados da FAO mostra que as florestas primárias estão a ser substituídos por menos biodiversidades de plantações e florestas secundárias. Devido a um aumento significativo na plantação florestal, a cobertura florestal foi geralmente expandida à América do Norte, Europa e China, enquanto diminuiu nos trópicos. Madeireiras industriais, a conversão para a agricultura (comercial e subsistêncial), e os incêndios florestais, frequentemente iniciados de propósito pelo povos - são responsáveis pela maior parte do desmatamento global de hoje.

Já e o suficiente sobre a extensão e alguns dos efeitos do desmatamento. O que é responsável por essa perda? Esta é a pergunta que esta seção discute.

Desmatamento e Degradação

Antes de expandir ainda mais na perda florestal é fundamental para primeiro explicar o que é considerado "floresta", o que se entende por desmatamento e degradação das florestas.

A Organização de Alimentos e Agricultura das Nações Unidas (FAO), a principal fonte de informação sobre o estado das florestas no mundo, define as florestas como terra de árvores dósseis que cobrem mais de 10 por cento e um espaço de mais de meio hectare. FAO diz que a "floresta" inclui florestas naturais e plantações florestais, mas exclui especificamente árvores estabelecidas principalmente para a produção agrícola (ou seja, plantações de árvores frutíferas e palmeiras) e árvores plantadas em sistemas agroflorestais.

Outras organizações usam diferentes normas para definir as florestas. Por exemplo, Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP) usa cobertura de 40 por cento como o limiar para "florestas fechadas" e cobertura de 10-40 por cento para "florestas abertas", enquanto o - Ecossistema Tropical Ambiental de Observações por Satélite (TREES) - financiou um projeto na Década de 1990 pela Comissão Européia que classifica áreas com mais de 70 por cento da capa do dossel como "florestas densas " e aquelas com 40-70 por cento da capa como "fragmentação florestal."

Para diminuir confusão, este site irá geralmente acompanhar a convenção do FAO, apesar de ter sido criticada pela sua generosa definição daquilo que considera floresta.

FAO define desmatamento como "a conversão de floresta para outra terra utilização ou redução de longo prazo dos dósseis abaixo do mínimo 10 por cento limiar. Degradação da floresta das coberturas arbóreas de percentagem superior a 10 por cento (digamos, de 90 por cento à 12 por cento) é considerado degradação florestal. O derrubamento de madeira mais frequentemente se encontra abrangido pela categoria da degradação das florestas e, portanto, não está incluída nas estatísticas de desmatamento do FAO. Por esta razão, as taxas de degradação florestal são consideravelmente superiores às taxas de desflorestação.

Indo um pouco mais fundo, a FAO afirma que "desmatamento inclui áreas de floresta convertida para agricultura, pastagens, água e reservatórios áreas urbanas", mas o termo "exclui especificamente áreas onde as árvores foram removidas como resultado da colheita ou exploração madeireira e onde o Floresta está prevista a regeneração natural ou com o auxílio de medidas silvícolas."

Desmatamento x Degradação

Causas do DesmatamentoCausas de Degradação
[Inglês | Espanhol | Francês]

Questões de Revisão:
  • Qual é a diferença entre o desmatamento e a degradação florestal?
  • Quais são alguns exemplos de atividades que causam desmatamento?
  • Quais são algumas causas da degradação das florestas?


Continuação: Forças Naturais Atrás do Desmatamento







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