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McDonald’s lança uma nova política para tercerizados para óleo de palma, papel e carne para reduzir impacto ambiental


March 20, 2011


McDonald’s (NYSE:MCD) anunciou uma ampla política para seus terceirizados que pode reduzir significativamente o impacto ambiental do gigante do fast-food, incluindo nas florestas globais.

Ontem [10 de Março de 2011] McDonald’s revelou seu Compromisso por Manejo Sustentável de Terras (Sustainable Land Management Commitment, SLMC), uma política que pede de seus fornecedores o uso de “matérias-primas agrícolas no setor alimentício e de embalagem oriundas de terras sustentavelmente manejadas”. O compromisso será monitorado por processo independente de avaliação, de acordo com a empresa.

A política irá inicialmente focar em cinco commodities: carne bovina, carne de frango, café, óleo de palma e embalagens. O alvo do McDonald’s foi baseado em análises conduzidas em parceria com o grupo ambiental da WWF (iniciativa de transformação de mercado) liderado por Jason Clay.

McDonald’s tem anunciado diversos critérios ambientais para seus terceirizados nos últimos anos, incluindo setores de frutos do mar e soja, mas o novo compromisso abarca mais commodities.

oil palm fruit
óleo de palma é um fruto altamente produtivo e produzido geralmente na Indonésia e Malásia. Óleo de palma é usado em alimentos processados, cosméticos e sopas. E é também usado vastamente como biocombustível


Enquanto o óleo de palma pode ser produzido sustentavelmente, muito de sua expansão tem tido um alto custo ambiental. Algumas estimativas apontam que mais da metade da expansão do óleo de palma desde 1990 ocorreu em florestas, incitando ambientalistas preocupados com as emissões de gases de efeito estufa e a perda de hábitats de espécies ameaçadas – incluindo orangotangos, elefantes pigmeus, rinocerontes e tigres. Plantações de óleo palma tem também aumentado conflitos sociais em algumas áreas. O RSPO é um esforço para melhorar os desempenhos social e ambiental da empresa.
Sob a SLMC, McDonald’s está trabalhando com o Grupo de Discussões Global para Carne Bovina Sustentável (Global Roundtable for Sustainable Beef) para melhorar o desempenho ambiental da produção de carne bovina, e está patrocinando um estudo de três anos para avaliar as emissões de carbono em 350 fazendas na Inglaterra e Irlanda. A empresa diz que pretende entrar no Grupo de Discussões em Óleo de Palma Sustentável (Roundtable on Sustainable Palm Oil, RSPO) este ano e irá fornecer somente óleo de palma certificado pela RSPO até 2015. McDonald’s também ingressou o Consórcio Sustentabilidade (Sustainability Consortium), um grupo de trabalho para construir ferramentas de análise para avaliar impactos ambientais de produtos consumidos considerando seus respectivos ciclos de vida.

McDonald’s diz que está iniciando esta política em resposta à preocupação dos consumidores. “Nós sabemos que nossos consumidores se preocupam da onde a comida deles”, diz Francesca DeBiase, vice-presidente do McDonald’s para estratégia de terceirizados.

O anúncio vem junto uma visão maior de sustentabilidade por vendedores do mundo todo. Como as empresas têm aumentado a quantidade de recursos que consomem para atingir a demanda global de seus produtos, estas se encontram sob pressão para se tornarem melhores “gerenciadores” do meio ambiente. Um grande número de varejistas, nos últimos anos, vem anunciando novas políticas para terceirizados que melhoram a rastreabilidade de matéria-prima em suas cadeias produtivas. Fornecedores têm que seguir esses critérios, ou achar outros consumidores.

McDonald’s passou por isso pela primeira vez em 2006 quando ativistas do Greenpeace lançaram uma campanha sobre alimentação de animais para engordar galinhas usadas para os McNuggets na Europa. O Greenpeace rastreou, durante um ano, a soja utilizada na cadeia produtiva das fazendas do sul da Amazônia aos portos do Rio Amazonas, passando pelo Atlântico, e para fábricas na Inglaterra e Irlanda.

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Mais de 70% de áreas desmatadas na Amazônia Brasileira acabam como pastos, fazendo a produção de gado um dos mais importantes vetores de desmatamento do mundo. Em 2009, grandes produtores, processadores e compradores de carne bovina, no Brasil, anunciaram uma moratória no desmatamento por produção bovina. Foto de Rhett A. Butler
A resposta foi imediata. McDonald’s – ferido pelo caso McLibel dos anos 90 e por outras campanhas – requisitou que seus fornecedores produzissem soja sem desmatamento, levando a empresa a um dilema: seguir em frente de maneira ambientalmente correta ou perder clientes. Os maiores produtores de soja – que tem suas commodities vendidas mundialmente – escolheram aderir a uma moratória de soja em áreas recentemente desmatadas, mudando a maneira que as commodities são produzidas na Amazônia. A moratória foi estendida para cada ano desde então, e através de monitoramento, o qual vem melhorando, mostrou a efetividade em reduzir a perda florestal por produção de soja.

Como sinal de sucesso, John Sauven, diretor de campanha do Greepeance na época, emitiu um parecer parabenizando o McDonald’s por usar “sua magnitude para empurrar uma indústria multimilionária em direção de um futuro mais sustentável”. “Eu não posso dizer que isto veio naturalmente ao Greenpeace brigar com a maior companhia alimentícia do mundo!”, Sauven diz no parecer.

McDonald’s, que diz ter 32 mil lojas que servem aproximadamente a 64 milhões de consumidores em 117 países todos os dias, reconhece sua responsabilidade ambiental global ao fazer este último anúncio.

“McDonald’s serve consumidores por todo o mundo, e nós aceitamos a responsabilidade que vem com nossa presença global”, diz o presidente do McDonald’s Jim Skinner. “Nós iremos continuar a focar energia em nossas práticas sustentáveis de desenvolvimento sustentável para terceirizados e aumentando nossas opções no cardápio”.


Tradução feita por Victor Salviati (analista de projetos da Fundação Amazonas Sustentável, FAS)

Para saber de mais histórias das pessoas e comunidades que vivem ao longo dos rios da Amazônia, acesse www.fas-amazonas.org.












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