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Empresa LUSH lança campanha contra cosméticos feitos à base de óleo de palma Por Rhett A Butler. Tradução de Junia Faria. August, 15, 2009
A LUSH, que agora vende sabonetes sem óleo de palma, lançou uma campanha que visa conscientizar os consumidores sobre os problemas ambientais relacionados ao cultivo e exploração do óleo de palma nas florestas tropicais. Com a campanha a empresa espera também servir de exemplo para as concorrentes no mercadod e cosméticos, empresas como a Procter & Gamble, Unilever e Nestle, que ainda usam óleo de palma em seus produtos. De acordo com a LUSH, "a indústria de cosméticos usa aproximadamente 7% da produção mundial de óleo de palma, enquanto a indústria alimentícia é a grande usuária do produto. Um entre cada dez produtos nas prateleiras dos supermercados usa óleo de palma, de chips até pães, biscoitos e margarinas”. Antes de começar a produzir o sabonete sem óleo de palma, o que aconteceu há 3 anos, a LUSH utilizava mais de 60 toneladas do óleo por ano.
Para acompanhar a campanha de conscientização do público a LUSH está lançando um novo sabonete chamado "Jungle". Toda a renda obtida com a venda dos sabonetes será doada para a Rainforest Foundation, uma ONG que trabalha com direitos de grupos indígenas e a conservação das florestas tropicais. A LUSH também formou parceria com a Rainforest Action Network, uma outra ONG, na esperança de que outras empresas tembéem adotem o uso sustentável de indredientes nos seus produtos. O anúncio da LUSH veio menos de um mês depois da Auckland Zoo decidir parar de vender os chocolates Cadbury em todas as suas lojas e restaurantes, seguindo anúncio da própria Cadbury, que está indo na direção contrária e que agora usa óleo de palma nos seus chocolates.
Reduzir a demamnda mundial pelo produto é um grand edesafio para as ONGS e ativistas. A palma tem os maiores índices de produtividade dentre todas as oleginosas. Nenhuma outra semente gera mais óleo por hectare com esse preço. Um único hectare de palma pode produzir até 6 mil litros de óleo; 10 a 20 vezes mais que a soja, canola ou milho. A recente queda nos preços fez com que o óleo de palma ficasse ainda mais competitivo, e atraiu o interesse da indústria de biodiesel, abrindo todo um novo mercado pra semente. E apesar de alguns países europeus cogitarem banir o biodiesel de palma, Índia e China são tudo que o mercado da palma precisa para continuar crescendo.
Um grande passo mas ainda falta muito. A maioria dos ambientalistas não gosta nem um pouco da indústria da palma, e com as contínuas queimadas e destruição em regiões produtoras do óleo em Bornéu e Sumatra, a antipatia é justificada. Related articles |
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