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Diminuir o desflorestamento pode combater a mudança climática, reduzir a pobreza e e conflitos mongabay.com Traduzido por Marcela V.M. Mendes 24 de Dezembro, 2008
Organizada pelo Avoided Deforestation Partners, um grupo político internacional, a reunião procurou estabelecer uma estratégia para esclarecer o impacto global do desflorestamento e tentar a inclusão de florestas tropicais nas políticas climáticas domésticas. Entre os presentes estavam líderes do WWF, o Nature Conservancy, Conservação Internacional, World Vision, Oxfam, Mercy Corps, Care International, e a Union of Concerned Scientists; o ex Vice-Presidente Al Gore; Wangari Maathai, um ativista ganhador do prêmio Nobel do Quênia; Bharrat Jagdeo, presidente do país sul americano Guiana; e executivos de várias empresas financeiras e de comércio de carbono. O evento foi recepcionado pelo jornalista veterano, Dan Rather. A reunião começou com as observações de Jeffrey Horowitz, sócio fundador do Avoided Deforestation Partners. Horowitz disse que reduzir as emissões advindas do desflorestamento oferecia uma variedade de benefícios além de abrandar o aquecimento global, incluindo a ajuda á perda das espécies, oferecendo novas oportunidades para o desenvolvimento sustentável, e reduzir conflitos nas partes mais pobres do mundo. Após Horowitz falar foi a vez de Kevin Knobloch, Presidente da Union of Concerned Scientists; Carter Roberts, Presidente e Diretor Executivo da World Wildlife Fund - U.S. (WWF); e Helene Gayle, Presidente e Diretora Executiva da CARE. Os oradores esclareceram o papel que as florestas têm na regulação do clima e em sustentar as comunidades rurais e concordaram que os EUA devem liderar esforços para incluir as florestas em futuras políticas climáticas. "O desflorestamento afeta desproporcionalmente algumas das comunidades mais pobres do mundo. O desmatamento da floresta tropical rouba das pessoas vulneráveis sua qualidade de vida e sua identidade, criando plantações móveis que são inclinadas á fome, doenças e conflitos," disse Gayle. "É crucial que os EUA tomem o papel de liderança na luta contra esse ciclo de destruição e pobreza." "Atender ao desafio climático requer reduções rápidas e profundas em emissões tanto do desflorestamento quanto de queima de combustivel fossil," acrescentou Knobloch. "Países em desenvolvimento estão procurando preservar suas florestas, e os EUA tem uma oportunidade única e responsabilidade de ajudá-los nessa empreitada. O Congresso Americano age rapidamente para aprovar políticas climáticas que atendam as reduções de todas as maiores fontes de emissões." Roberts surpreendeu muitos da platéia quando disse que WWF não iria mais se opôr ao incluir a conservação das florestas nos acordos climáticos internacionais. A organização tem previamente bloqueado as iniciativas de desflorestamento, argumentando que as políticas climáticas deveriam se focar nas reduções das emissões industriais por países desenvolvidos. "Em Kyoto, a WWF mantinha uma posição firme em manter as florestas fora. Nós mudamos nossa posição," disse ele. “Não há mágica para resolver a crise climática. Precisamos de um esforço mais amplo que atinja todas as fontes emissoras de gases de efeito estufa. O desflorestamento tropical, que é responsável por quase um quinto das emissões globais, obviamente deve ser parte integral de uma estratégia de luta contra a mudança climática." Os ganhadores do Premio Nobel da Paz discutem o desflorestamento Os palestrantes foram seguidos por uma discussão que durou 80 minutos entre os laureados do Premio Nobel da Paz Al Gore e Wangari Maathai, fundador do Movimento Cinturão Verde. Ambos urgem que os EUA vejam as florestas como parte da solução para a qual Gore chama de "crise climática". "Uma das coisas mais eficientes que podemos fazer para identificar a crise climática é proteger as florestas tropicais do mundo'” disse Gore, acrescentendo que evitar o desflorestamento deveria ser parte de um portfolio de mecanismos — incluindo energia renovável e eficiência energética — para reduzir as emissoes de gases de efeito estufa.
"As florestas tropicais remanescentes do mundo devem ser protegidas, porque sem elas, não apenas o clima global ficará desestabilizado mas o mundo inteiro sofrerá," disse o ganhador do premio Nobel da Paz de 2004. "Este é particularmente verdadeiro para muitos do Sul do globo, onde proteger as florestas não se trata apenas de conservação mas também sobre desenvolvimento da economia. As florestas são fonte de meio de sobrevivencia, água e energia e na maioria dos lugares elas hospedam grande diversidade biológica que atrai turistas. A destruição das florestas em muitos lugares tem comprometido setores-chaves da economia." A discussão de Gore e Maathai'foi moderada por Dan Rather, há muito tempo âncora da CBS Evening News e agora um transmissor com a HD Net News. Politícos apresentam um caso para conservação das florestas Também falando estava Bharrat Jagdeo, Presidente da Guiana, um paíse Sul-Americano que tem uma das mais altas proporções de cobertura floredstal do mundo. Jagdeo realçou que ano passado quando ele ofereceu toda cobertura florestal de seu país como gigante compensação de emissões para gases de efeito estufa em troca de "ajuda de desenvolvimento" e "assistência técnica necessária para fazer a mudança para uma economia verde." Durante o almoço, Jagdeo disse que a Guiana precisaria gastar bilhoes em medidas para adaptar ao aumento do nivel do mar que ameaça inundar partes populadas do país. Ele estimou que fortificando a barreira maritma e sistema de arrecadação que atualmente protegem a Guiana de enchentes, custaria $2.5 bilhões — uma soma substancial de dinheiro para um pais que é um dos mais pobres do hemisferio Oeste. O evento foi concluido com animadas recapitulações por Stuart Eizenstat, ex-embaixor dos EUA, que disse que o envolvimento de ambos grupos ambientais e Ongs de desenvolvimento refletem a importancia da conservação da floresta em abrandar a mudança climática. "Este é o começo de uma conversação significante entre grupos mais pobres do mundo e grupos ambientais," disse Eizenstat. "O fato de que duas comunidades que nem sempre tem se visto, cara a cara estão se juntando nessa questao que prova quão crucial são as florestas tropicais para a estabilidade global e prosperidade. Estará a cargo do próximo Presidente e Congresso dos EUA tornar esses grupos' para agir e reduzir o desflorestamento de florestas tropicais, elemento central da política climática dos EUA. Os EUA devem também se juntar ás nações de florestas tropicais para incorporar esse papel que o desflorestamento evitado pode ter no combate da mudança climática e pobreza." Além dos legisladores, grupos humanitários e de desenvolvimento, e Ongs ambientais, a reunião também incluiu um número de participantes do setor privado, incluindo executivos de empresas de gerenciamento de investimento e grandes bancos, firmas de advocacia, companhias de energia, e equipamemtos de troca de carbono e serviços do ecossistemas. McKinsey & Company hospedou um forum de discussao seguindo o almoço. |
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