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Ambientalista da Amazônia baleado no Peru Rhett A. Butler, mongabay.com Traduzido por Marcela V.M. Mendes 14 de Março, 2008 Após relatar um caminhão carregado com madeira mogno ilegal da Floresta Amazônica, Julio Gualberto García Agapito, uma autordade do peruana que trabalhava para proteger as florestas, foi baleado por Amancion Jacinto Maque, um operador de extração ilegal de madeira, em 26 de Fevereiro de 2008. Elé vive através da memória de sua esposa e filhos.
Enquanto muitos vêem a rodovia Transoceanica como uma oportunidade de trazer desenvolvimento para uma região remota, os conservacionistas estão preocupados que sua pavimentação poderia tornar uma das partes mais biodiversas da Amazonia em um mar de soja, pastagens de gado, e extração de madeira. Já uma rede das rodovias "não oficiais", construídas pelos extratores de madeira e interessados em outras indústrias extrativas, está se expandindo na região, facilitando a extração de madeira ilegal e a conversão agrícola da floresta. Com isso a taxa de desflorestamento da área está aumentando — um estudo de 2007 descobriu que Madre de Dios é uma das duas províncias no Peru que contam com 86 por cento da degradação florestal no país e desflorestamento. Cerca de 75 por cento de danos ocrrem dentro de 12.5 milhas (20 km) de estradas. Foi nessa paisagem que Don Julio foi morto. Conhecido pelos pesquisadores que trabalhavam na área por sua hospitalidade, bondade, e devoção à floresta, Don Julio foi recebeus tiros até a morte em plena luz do dia no escritório do Instituto Nacional de Recursos Naturais (INRENA), agencia de gerenciamento de recursos do Peru, na cidade de Alerta.
Uma grande perda Angelica Almeyda, uma antropologista da Universidade de Stanford que tinha trabalhado juntamento com Don Julio, chamou sua morte de uma grande perda. "A morte de Don Julio enche-me de grande tristeza e indignação," ela escreveu. "Don Julio foi um dos poucos líderes que tiveram a coragem de lutar pelo beme estar de sua cidade, pelas florestas e pelo que ele considerava justo." "è incompreensível que mogno ilegal possa tirar a vida de um homem exemplar em Madre de Dios," ela continuou. "Minha esperança é que seu assassinato... irá abastecer esforços necessários contra o uso irracional e ilegal dos recusros naturais de Madre de Dios." Assassinatos similares nos recentes anos tem servido para catalisar esforços de proteção da Floresta Amazonica. A morte de Chico Mendes em 1988, um seringueiro brasileiro, gerou controvérsia internacional sobre a destruição da Floresta Amazonica e levou à criação de mais de uma dúzia de reservas florestais. O assassinato de Dorothy Stang, uma freira americana, no estado do Pará em 2005 impulsionou uma medida enérgica maciça sobre o desflorestamento na região. Ajude a família de Don Julio A Associação de Conservação da Amazonia fez uma conta para dar suporte a família de Don Julio:
Acompanhe a estória no New York Times: Assassinato na Fronteira de Recursos |
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©2007 Rhett Butler |