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Desmatamentos da Amazônia poderiam ser eliminados com preço de 3 US$ para
carbono
A floresta Amazônica poderia desempenhar uma parte importante na redução das emissões de gases de estufa que resultam de desmatamento, relata um novo estudo publicado por cientistas do Centro de Pesquisa Woods Hole, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, e da Universidade Federal de Minas Gerais. Num preço de US $ 3 por tonelada de carbono, proteger a Amazônia por seu valor de carbono poderia superar os custos de oportunidade de renúncia de extração de madeira, de pecuária, de plantação de expansão da plantação de soja na região. Créditos certificados de redução de emissões de carbono para 2008 atualmente são comercializados por mais de US $ 90 por tonelada ($ 25 por tonelada de CO2). O relatório, publicado na hora que mais de 10.000 políticos e cientistas se encontram para negociações das Nações Unidas sobre clima na ilha de Bali na Indonésia, apresenta um quadro conceitual para estimar os custos para as nações tropicais da implementação de programas de redução das emissões através da redução de desmatamento (REDD=Reducing Emissions from Deforestation and ecosystem Degradation). Durante a década de 1990, o desmatamento e a degradação das florestas tropicais contribuíram com 7 à 28% das emissões globais de carbono para a atmosfera, induzida por humanos. Eliminando o desmatamento significaria reduzir essas emissões, bem como prestar outros serviços para ecossistemas.
O relatório, titulado "Os custos e benefícios da redução de emissões de carbono baseado na redução de desmatamento e degradação florestal na Amazônia brasileira", utiliza o Brasil como um caso de estudo para REDD. O Brasil tem a maior parte da cobertura florestal tropical restante do mundo, mas também teve a maior média anual mundial de perda de floresta há mais de três décadas. No entanto, as florestas brasileiras contêm mais carbono (38-56 bilhões de toneladas somente na Amazônia) nas árvores da floresta tropical do que qualquer outro país. O estudo argumenta, que a redução do desmatamento na Amazônia brasileira para zero durante um período de dez anos a partir de uma média atual de 20.000 quilômetros quadrados por ano, não é apenas possível de ser conseguido a um baixo custo ($ 8 bilhões em gastos diretos do governo e $ 18 bilhões em custos de perdas de oportunidade para 30 Anos), mas traria benefícios para uma grande faixa de brasileiros, incluindo algumas das pessoas mais pobres do país - habitantes das florestas -, cujos rendimentos duplicarão. A iniciativa permitirá igualmente reduzir custos causados pelos incêndios para a sociedade (doenças respiratórias, mortes, danos agrícolas e florestais), de US$ 10 à US$ 80 milhões por ano, proteger o sistema de chuvas que alimenta as áreas brasileiras de plantação de grãos e a geração da energia hidrelétrica, e conservar a incomparável biodiversidade da Amazônia. É importante salientar que esse esforço reduziria as emissões de carbono em 6 bilhões de toneladas abaixo da base histórica e 13 bilhões de toneladas abaixo dos níveis projetados.
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